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	<title>Garoto Seqüela</title>
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		<title>Garoto Seqüela</title>
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		<title>Para 2009</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Dec 2008 05:12:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Caro senhor 2009, não tenho o costume de escrever para os respectivos anos que estão para nascer, logo, sinta-se lisonjeado.  Entenda, não é algo intrínseco à minha pessoa fazer planos para futuros ciclos de tempo, mas à vista dos acontecimentos de 2008, sinto-me tentado a lhe dar estas palavras, para que um dia olhe [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=264&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Caro senhor 2009, não tenho o costume de escrever para os respectivos anos que estão para nascer, logo, sinta-se lisonjeado.  Entenda, não é algo intrínseco à minha pessoa fazer planos para futuros ciclos de tempo, mas à vista dos acontecimentos de 2008, sinto-me tentado a lhe dar estas palavras, para que um dia olhe para trás e lembre. Lembre.</p>
<p>O ano de 1986 já segue bem encaminhado na vida, está para completar seus 23 anos, com um trabalho de que gosta. 1995 segue feliz com uma irmã de 13 anos, e contra as conformidades de nossa sociedade a ama sinceramente e tenta não ser só o “mais velho”. O 2004 se formou a pouco tempo, está certo que nunca tem certeza se fez o correto, mas ele se encontrará. Já, citando o ancião ano 0, deles só podemos concluir que sua paciência é infinita, criando cada predecessor de maneira obstinada.</p>
<p>Veja, teus irmãos mais velhos seguem bem. A maioria deles fez de tudo para ser o melhor no que fazia, que era passar. Eles passaram e o fizeram com a paciência e a irrevogabilidade necessária. Eles foram anos exemplares. Não cito os outros por motivos logísticos.</p>
<p>De vosso tempo, 2009, desejo a tranqüilidade que faltou em teus semelhantes, não que tenha sido ruim, mas entenda, este que vos escreve gostaria muito de chegar ao acontecimento de seu segundo semestre mais preparado. Não que deva correr mais devagar, mesmo porque não o fará, mas que cada hora sua proporcione um vislumbre de que a vida segue seu rumo inexorável, pouco se importando com despedidas. E isso é natural. E isso é inegável. E isso é necessário.</p>
<p>Querido 2009, que sua passagem seja única, assim como cada um que o precedeu o fez. Que de tua existência faça com que seus próximos continuem assim, anuais. Ah, sim, por favor, 2009, tente repetir menos erros de seus antigos. Sei do eterno cíclico temporal, mas alguns desvios poderiam o levar para caminhos, pelo menos, de pouca utilização. Novos desafios.</p>
<p>Um brinde, 2009, para que tua passagem seja digna de um ano ímpar, que antecede o final de uma década.</p>
<p>E para este que lhe escreve: boa sorte e não se esqueça que teus outros anos sempre acumularão em tua vivência. Não esqueça-se deles, tampouco os deixe nublar a visão dos próximos. Que 2009 me dê a paciência e a compreensão de que certas distâncias são necessárias, algumas dores inevitáveis e certos momentos eternos.</p>
<p>Que seja feliz, 2009.</p>
<p><em>[itunes da irmã: jose gonzalez - crosses]</em></p>
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			<media:title type="html">Caio Caraio</media:title>
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		<title>Das mortes</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/12/23/das-mortes/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 06:20:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre que vou para a casa de minha mãe e irmã em Guararapes, espalho aos quatro ventos que é simplesmente sensacional poder visitá-las, algo que só faço a cada 6 meses. Além da companhia de ambas, minha mãe tem uma ótima mania de encher a geladeira de cerveja e rum para me receber. É incrível [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=260&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Sempre que vou para a casa de minha mãe e irmã em Guararapes, espalho aos quatro ventos que é simplesmente sensacional poder visitá-las, algo que só faço a cada 6 meses. Além da companhia de ambas, minha mãe tem uma ótima mania de encher a geladeira de cerveja e rum para me receber. É incrível simplesmente abrir a geladeira, pegar uma Brahma (ela gosta, mas eu prefiro Skol&#8230;) e beber enquanto assisto alguma coisa na TV. Sem correria, apenas a geladeira e eu.</p>
<p>Minha tia, irmã de minha mãe, foi diagnosticada com câncer de intestino há três meses. Em nenhum ínfimo momento desde que a palavra “câncer” foi inserida em minhas conversas com minha mãe a tia mostrou melhoras. “Ladeira abaixo”, citando minha mãe.</p>
<p>Sabe, nunca fui um exemplo familiar. Evitava com esforço hercúleo qualquer reunião familiar, relapso é um adjetivo fraco, eu sou um verdadeiro não-parente . Não é birra, é apenas minha natureza de não querer estar por perto da família que fica além dos laços de pai, mãe e irmã.</p>
<p>Essa tia sempre foi a mais efusiva com os sobrinhos. Ao nos ver sempre arreganhava um sorriso enorme e abraçava forte, tempo para transformar tudo em climão. Pedia beijos demais. Ela nunca casou e nem teve filhos, talvez seja a explicação para o comportamento. Talvez não.</p>
<p>De três meses para cá tudo mudou. Ela emagreceu vertiginosamente, seu humor murchou, seu corpo foi engolido pelo universo. Definhou.</p>
<p>Tenho de admitir que em nenhum momento, nem ao menos meio segundo de lapso de compaixão transpareceu em minha mente. Tudo que se passava e tudo que sentia era pela dor de minha mãe. Sua irmã morria, ninguém podia fazer nada por isso. A entendia, sentia sua dor, mas a dor de minha tia, de perdê-la, nunca passou por perto. Escutava cada reclamação e afagava cada lágrima de minha mãe com a mais pura austeridade canônica. A tia era minha, a vida não, tampouco a morte. Muito menos a morte.</p>
<p>Três meses. Tento imaginar como deve ter sido para minha tia ver sua vida esvair, ser sugada de seus ossos sem poder lutar por ela, sem ter o menor direito de reclamar para alguém. Faço esse exercício criativo na tentativa de extrair qualquer sentimento que não indiferença. Gostaria de chorar pelo menos em um enterro de alguém de minha família. Não sou durão, nem me faço de “o macho-alfa”, simplesmente não entra em minha cabeça ter de chorar a morte de alguém só por nossa casual ligação sanguínea.</p>
<p>Ontem, às 20h eu entrei no quarto da terceira internação de minha tia. Eu não a via há um mês e pouco. Só atinei que era ela pois era a única no quarto e minha mãe e irmã estavam a sua volta. Se eu a tivesse visto na rua com aquela aparência, teria passado batido, sem nem mesmo cogitar conhecer.</p>
<p>- Oi, tia. Como está? – Ah, as cortesias do bom-costume social&#8230;<br />
- Tudo bem, meu filho. E você?<br />
- Tudo sim. – sorri o melhor que pude. Como sempre fiz.<br />
- Nossa, Cida. Ele engordou. Prefiro assim – disse baixinho para minha mãe.</p>
<p>Sorri e abanei a cabeça. Eu não reconhecia aquele corpo. Sequer me incomodava. Entretanto, era estranho ver a morte acontecendo, bem diante de mim. Já vi mortos antes, já vi pessoas morrendo instantaneamente com tiros, síncopes. Mas nunca havia presenciado a morte tricotando, desfiando a vida de alguém com tanta paciência fatal. Vai acontecer, estava nos olhos de minha tia.</p>
<p>Minha mãe sabe, minha irmã sabe, mas os outros quatro irmãos de minha tia e os sobrinhos insistem em esperança, em luta. Bobagem. Ela já sabe do seu fim, a Morte e sua gadanha descansam tranquilamente na cama ao lado, esperam pacientemente e sorriem para as lágrimas inconformadas dos outros. As lágrimas de minha mãe são pela irmã que não terá mais ao seu lado, que a viu crescer que a ajudou em tantos momentos difíceis, as de minha mãe são pela ausência presente e não pela impotência que os outros reclamam. Compartilho da dor de minha mãe, não imagino o que deva ser assistir minha irmã sendo colocada de lado lentamente.</p>
<p>Minha tia, antes de eu ir embora, segurou minha mão e falou que estava feliz que eu passaria o Natal ao seu lado. Eu falei um “tudo bem” sorrindo. O último Natal, disseram seus olhos baços. Ela não olhava para mim, olhava através de mim. Para o passado? Para algum outro lugar? Nem me incomodei de perguntar, isso é dela e não meu. Soltei seus dedos fracos e alheios. Fui para fora do hospital, ascendi um cigarro e olhei para o céu límpido que só o interior de São Paulo tem.</p>
<p>Nenhuma estrela chorou por minha tia, seria bobagem. Não fiz pedidos, não rezei e nem torci por sua melhora ou morte digna. Todas as mortes são iguais. O especialista em guerras do Estadão uma vez me contou, durante uma entrevista: “sabe o que aprendi com todos os meus anos de batalhas? Não importa quantos tiros, quantos amigos, quantos familiares ou para qual lado uma pessoa lute. No final todos morremos sozinhos”. E completamente iguais, não há dignidade, não me ocorre um “além”, apenas um fim. Esse é o fim de minha tia.</p>
<p>Esse ano minha mãe não encheu a geladeira de cerveja e nem de rum.</p>
<p><em>[itunes da minha irmã: lifehouse - undone]</em></p>
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		<title>Cherry People</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 19:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Éééé minha gente! Como se não bastasse todo o trampo que eu tenho&#8230; hm&#8230; Não é taaaanto assim, mas é alguma coisa. De qualquer forma, de agora em diante vocês também poderão ler um Caio &#8220;um tiquinho&#8221; mais sério cuidando do blog da agência de publicidade Cherry Plus, entre outros projetos que me mandarem fazer.
E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=257&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Éééé minha gente! Como se não bastasse todo o trampo que eu tenho&#8230; hm&#8230; Não é taaaanto assim, mas é alguma coisa. De qualquer forma, de agora em diante vocês também poderão ler um Caio &#8220;um tiquinho&#8221; mais sério cuidando do blog da agência de publicidade <strong><a href="http://www.cherryplus.com.br" target="_blank">Cherry Plus</a></strong>, entre outros projetos que me mandarem fazer.</p>
<p>E o Arena News? <strong><a href="http://tvig.ig.com.br/Templates/Player.aspx?id=48315&amp;video=arena-news-jogo-do-obama-e-sexo-nos-games" target="_blank">Acho que vai bem</a></strong>!</p>
<p>Bom, do mais, confiram o <strong><a href="http://www.cherryplus.com.br/blog/" target="_blank">blog da Cherry</a></strong>!</p>
<p><em>[windows media player: death from above 1979 - you're a woman, i'm a machine]</em></p>
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		<title>Abraço</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/11/10/abraco/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 22:46:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Amigos. Tai um gênero difícil de definir. São pessoas que amamos, os fazemos nossa família, não obstantes nossos amantes algumas vezes. Mas eles estão ali. Sempre.
Eu não tenho medo de brigar com meus amigos. Brigas simplesmente acontecem. Não tenho medo de magoar amigos, ou de que eles me magoem, são amigos e humanos, isso simplesmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=249&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Amigos. Tai um gênero difícil de definir. São pessoas que amamos, os fazemos nossa família, não obstantes nossos amantes algumas vezes. Mas eles estão ali. Sempre.</p>
<p>Eu não tenho medo de brigar com meus amigos. Brigas simplesmente acontecem. Não tenho medo de magoar amigos, ou de que eles me magoem, são amigos e humanos, isso simplesmente acontece. Agora eu realmente tenho medo de esquecê-los. Ou que eles me esqueçam.</p>
<p>O principal acontece com amigos que fiz em Atibaia. Foram pessoas extremamente importantes. A maioria deles eu levarei para a vida inteira. Mas há uma em especial: Eve, o Vi.</p>
<p>A Vi foi engraçado de conhecer, amiga de amiga. Ainda era época de ICQ. Passávamos horas conversando. Qualquer babaquice, ou assunto sério. Demoramos um certo tempo para realmente sairmos juntos. E na realidade nem foi uma saída propriamente dita. Ela ia correr e falou para eu encontrá-la no caminho.</p>
<p>Engraçado como Atibaia, pequena do jeito que é, não me mostrou a Vi anos antes. A enxerguei de longe, correndo subindo a Avenida Santana. Ela foi ficando cada vez mais nítida e quando chegou perto o suficiente, ela não parou, simplesmente correu na minha direção e me abraçou. Forte. Apertado. E sincero.</p>
<p>Fiquei meio confuso. Ta certo, conversamos muito pelo ICQ antes, mas eu nunca tinha a encontrado pessoalmente e ainda assim foi o melhor abraço. Toda vez que esbarro com ela no MSN, sou obrigado a lembrar disso.</p>
<p>Semanas depois conheci a casa dela e a maravilhosa torta de morango da mãe dela. Engraçado era que pessoalmente nós não conversávamos tanto, mas era bom. Ela até me deu carona para casa um dia. Eu achava demais.</p>
<p>Um dia ela chegou em casa. Estava acontecendo alguma festa ou reunião de galera na minha casa, não lembro direito. Abri a porta e tomei um susto. A Vi nunca ia nas festas que eu a chamava. Ela tava lá, com um sorrisão, o sorriso dela. Acho que a Brunella tava junto né, Vi?</p>
<p>&#8220;Então, preciso te dar uma coisa&#8221;, ela falou. Foi estranho. Eu dei uma risada e senti um frio na barriga. Ela voltou até o carro é pegou dois livros e um hipopótamo de pelúcia (o Newton). Os livros eram: &#8220;Assassinato no Expresso do Oriente&#8221;, da Agatha Christie e &#8220;Histórias Extraordinárias&#8221;, de Edgar Allan Poe, ambos capas duras e o do Poe era uma versão mais antiga. Lindos. Eu não sabia o que falar.</p>
<p>&#8220;Você sempre me falou deles, acho que você tem que ficar com eles&#8221;, como assim? Eu não tava entendendo. &#8220;Estou indo pro Canadá com a minha mãe no mês que vem, não sei se volto&#8221;. Ela não ia voltar, não sei, eu simplesmente sabia que não ia ser algo passageiro. Eu corri de volta pra dentro de casa, peguei um livro do Neruda e uma caneta estranha com umas penugens em volta. Ela deu o sorrisão de novo e abraçou o abraço dela.</p>
<p>Semanas depois eu e mais outros amigos dela combinamos uma despedida. Eu tava meio de bicão, afinal, eu era amigo dela e não dos outros, mas fui assim mesmo. Fomos para um bar na Estância. Eu era um duro e não tinha dinheiro nem para uma água. Fiquei sentado no meio da mesa enquanto as pessoas conversavam animadamente sobre assuntos que eu não fazia a menor idéia.</p>
<p>Uma determinada hora a vi levantando da mesa e indo para um outro canto com um rapaz. Era O Rapaz, que ela sempre me falava e eu nunca registrei o nome direito. Minutos depois ela começou a chorar convulsivamente. Eu queria ir até lá, mas aquela multidão por perto me intimidou. Tenho raiva de eu não ter ido e acho que nunca te contei isso, Vi. Mas nos meus 15, ou 16 ou 17 anos, eu tinha medo das pessoas. Desculpe.</p>
<p>Um tempo depois, mais lágrimas e eu decidi ir embora. Ela tinha parado de chorar um pouco, fui perto dei um beijo na bochecha esquerda dela e a abracei, tentei fazer o mesmo jeito que ela, mas acho que a tentativa foi medíocre. Dei um &#8220;tchau, vou te visitar&#8221; virei as costas e voltei o mais rápido possível para casa. Eu achei que ia chorar, mas, para variar, eu não consegui. Hoje eu sei que deveria ter ficado mais, abraçado mais e conversado mais, especialmente naquele dia.</p>
<p>Dias se passaram e me chamaram para levá-la para o aeroporto. Eu queria ir, falei que iria, mas não fui. Não sei por quê. Medo, sei lá. Acho que medo sim, eu morria de medo da Vi esquecer-se de mim, então preferi deixar pra lá.</p>
<p>Hoje em dia raramente a distância faz com que as pessoas se afastem ao ponto do desconhecido. Continuamos conversando por MSN, até chegamos a trocar algumas cartas, uma coisa mais romântica sabe? Guardei as fotos e a folha símbolo do Canadá, junto com o livro &#8220;That&#8217;s How You Play the Game&#8221; (demorei meses para acabar de lê-lo, confesso, meu inglês estava ainda mais capenga do que é hoje).</p>
<p>Logo nos meses após sua ida, de repente, todas as pessoas populares de Atibaia conversavam com a Vi. Mandavam cartões e algumas até chegaram a visitá-la. Foi aí que eu tive certeza que ela esqueceria de mim. As cartas foram parando (minha culpa), depois os telefonemas e então as conversas pelo MSN se tornaram raras. Ela tinha uma outra vida. Tudo bem, eu também tinha. Mas o que dói de verdade foi sempre ter prometido visitá-la, mas nunca consegui. Acho que é mais minha culpa do que da vida mesmo. Não sei.</p>
<p>Mas sabe o mais engraçado? Enquanto ela tem toda uma vida canadense, seus problemas, todos os outros amigos, admiradores de suas fotos (de fato, lindas), ela ainda&#8230;</p>
<p>Ela ainda&#8230;</p>
<p><a href="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vi_31.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-254" title="vi_31" src="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vi_31.jpg?w=500&#038;h=348" alt="vi_31" width="500" height="348" /></a></p>
<p>Lembra&#8230;</p>
<p><a href="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vi_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-251" title="vi_2" src="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vi_2.jpg?w=500&#038;h=351" alt="vi_2" width="500" height="351" /></a></p>
<p>De mim&#8230;</p>
<p><a href="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vii.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-250" title="vii" src="http://garotosequela.files.wordpress.com/2008/11/vii.jpg?w=499&#038;h=347" alt="vii" width="499" height="347" /></a></p>
<p>&#8230; e dessa caneta amarela (o Eistein).</p>
<p>Eu devia ter fala &#8220;te amo&#8221; para ela mais vezes quando nos vimos.</p>
<p><em>[windows media player: sondre lerche - you know so well]</em></p>
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		<title>Quântico</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/11/06/quantico/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Nov 2008 18:35:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um para a aula de contos. Dessa vez eu não podia usar:
- que
- não
- é
- se
- por
- nenhuma flexão do verbo &#8220;estar&#8221;
Ou seja, odiei escrever isso&#8230; ¬¬
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Quântico
Após diversas e enfadonhas experiências, físicos e cientistas em geral chegaram a uma conclusão curiosa: na realidade nada encosta em nada, todas as sensações de tato são semi-ilusórias, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=245&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Mais um para a aula de contos. Dessa vez eu não podia usar:</p>
<p>- que<br />
- não<br />
- é<br />
- se<br />
- por<br />
- nenhuma flexão do verbo &#8220;estar&#8221;</p>
<p>Ou seja, odiei escrever isso&#8230; ¬¬</p>
<p>_____________________________________________________________________________________</p>
<p><strong>Quântico</strong></p>
<p>Após diversas e enfadonhas experiências, físicos e cientistas em geral chegaram a uma conclusão curiosa: na realidade nada encosta em nada, todas as sensações de tato são semi-ilusórias, os objetos simplesmente não conseguem atingir um ao outro de fato. Isso acontece, pois no nível quântico, as cargas opostas dos elétrons de cada átomo dos diferentes objetos tendem a colidir e criarem uma distância entre si. Nós ignoramos essa distância. Entretanto, os mesmo cientistas e físicos, após mais pesquisas, chegaram a mais outra conclusão ainda mais perturbadora: caso dependêssemos apenas desses movimentos dos elétrons as coisas simplesmente transpassariam tudo, ou seja, nunca invejaríamos os fantasmas e seu dom de atravessar paredes.</p>
<p>Após mais algumas experiências, maçãs caídas e noites mal-dormidas, os netos dos físicos e cientistas descobriram o campo magnético, o estraga prazeres dos voyeurs, como sendo a única barreira &#8220;impedidora&#8221; na qual tudo ricocheteia.</p>
<p>Muitos falam sobre os terrores e horrores da guerra, ainda mais das Guerras Mundiais, mesmo porque elas foram mundiais, ou seja, um bocado de pessoas participou dos combates. A 2ª Guerra foi ainda mais divulgada, devemos muito disso a um moço enfezado, com bigode escovinha, cabelos emplastrados e uma fixação com pessoas louras de olhos azuis. De qualquer forma, pouco foi falado sobre os breves momentos de descontração nas trincheiras. Existiam poucos momentos desse tipo, de verdade, mas ignorá-los seria injusto.</p>
<p>Fritz era um solitário em meio às trincheiras. Na realidade, Fritz era amigo de diversos soldados de seu esquadrão, mas ainda assim era solitário. Sua família morreu no bombardeio de Dresden. Na ocasião ele estava em Stalingrado, tentando desviar de balas e fazendo de tudo para ser desnecessário disparar contra o inimigo. Matar nunca foi da natureza de Fritz e após dois anos de guerra ele tinha ficado muito bom nisso. Chegou a receber uma menção honrosa graças a serviços desprestados ao Terceiro Reich. Uma condecoração muito mal vista entre seus superiores.</p>
<p>Era 31 de dezembro de 1943, véspera de Ano Novo e Fritz achava um ótimo dia para um pouco de descontração. Há duas semanas ele estava entrincheirado com seu esquadrão num descampado na França, há uma semana nenhuma bala era disparada pelo inimigo. A maioria dos colegas de infantaria acreditava na debandada dos opositores, mas tinham recebido ordens. No final, era melhor o tédio à morte.</p>
<p>Às 23h55 Fritz teve a idéia de cantar, tudo sempre começa com uma música. Murmurou um pouco do hino <em>Horst-Wessel-Lied</em>, pois parecia o mais sensato para a situação, mas com poucos adeptos, o soldado parou. Às 23h59 alguém conseguiu um gramofone e começou a tocar <em>Basin Street Blues</em>, de Louis Armstrong. Em instantes todo o batalhão estava assobiando ou batucando a música. Num ímpeto de animação, Fritz levantou da trincheira, puxou um colega junto de si e começou a dançar. Os colegas sorriam e batucavam cada vez mais alto.</p>
<p>O universo pode ser considerado um lugar engraçado para viver. Entretanto, muitas de suas piadas são entendias com um atraso terrível, o restante simplesmente passa despercebida. Os inimigos de Fritz também faziam sua folia do outro lado do campo de batalha, mas eles escolheram um repertório mais animado, um comandante tocava polka a plenos pulmões com seu trompete. No afã de um ré maior, um sargento começou a disparar sua pistola Luger para todos os lados, comemorando a música e a virada de ano.</p>
<p>Caso o campo magnético fosse apenas teórico, a bala do Luger do sargento animado teria transpassado tranquilamente o baço de Fritz sem causar qualquer dano à sua saúde, e o alemão teria continuado com seu balé enlameado, animando seus colegas. Infelizmente, neste caso, o campo magnético existe.</p>
<p><em>[windows media player: kings of leon - crawl]</em></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Chão</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/22/chao/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Oct 2008 21:49:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um conto para a aula de amanhã. A peculiaridade desse é que eu tive de pesquisar e encaixar dez palavras que eu não conhecia no meio do texto, o que foi ruim. Deixou a narrativa meio quebrada, sei lá. Vamo que vamo.
____________________________________________________________________________________________
Testes realizados na Universidade de Nova Yorque, no Maranhão, mostram que a possibilidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=243&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Mais um conto para a aula de amanhã. A peculiaridade desse é que eu tive de pesquisar e encaixar dez palavras que eu não conhecia no meio do texto, o que foi ruim. Deixou a narrativa meio quebrada, sei lá. Vamo que vamo.</p>
<p>____________________________________________________________________________________________</p>
<p>Testes realizados na Universidade de Nova Yorque, no Maranhão, mostram que a possibilidade de um ser humano se conscientizar do próprio ridículo que está passando logo quando acorda e tenta realizar ações básicas para a manutenção de sua própria existência são nulas. Ou melhor dizendo, quase nulas, afinal, ainda não existe nenhum tipo de publicação literária e/ou programa televisivo que mostre com entusiasmo messiânico o pós-sono das celebridades do mundo, isso mostra que em algum ponto do subconsciente coletivo, o ser humano sabe que é uma situação ridícula. Na realidade, a ausência de tal publicação literária e/ou programa televisivo dessa &#8220;iguaria&#8221; comportamental se deve unicamente ao fato de ninguém conhecer os estudos da Universidade de Nova Yorque, no Maranhão. Ainda mais real é o fato de que poucas pessoas acreditam na existência dessa instituição de ensino, isso se deve, principalmente, à peculiaridade de que a Universidade de Nova Yorque, no Maranhão, só existe na cabeça de João das Favas. Esta não é a história de João das Favas.</p>
<p>Esta é a história de Ca-carla Carolina. Sim, seu pai era gago. E sim, o escrivão que registrou Ca-carla era um traquinas.</p>
<p>Em uma bela manhã de segunda-feira &#8211; algo realmente memorável, já que há milênios o Criador &#8220;institucionalizou&#8221; a segunda-feira como dia oficial da má-vontade e mal-humor &#8211; Ca-carla levantou sonolenta, com o mundo derretendo sob seus pés. Após alguns passos ela parou, sentiu seu crânio sendo pressionado para trás e sua mandíbula sendo puxada para baixo com a força de mil dromedários. Boceja. Como um zumbi, com sânies estourando, em busca de uma massa encefálica alheia ao mundo morto-vivo que regouga a sua volta, ela procura o banheiro.</p>
<p>Pugnaz às suas pálpebras que continuaram a lhe informar que não, ainda não estava acordada. Ela seguiu em direção a primeira fonte de luminosidade que enxergou. Esbarra na cama, &#8220;eu podia jurar que ela ficava do outro lado do quarto&#8221;, bate na escrivaninha, &#8220;tá, isso eu sabia que ficava aí, só estou me certificando&#8221;, tropeça no chinelo virado com a sola para cima, &#8220;minha mãe sempre arrazoou que solas para cima têm uma estranha mania de causar mortes matriarcais&#8221;. Tergiversa o grito doentio de seu cérebro que insiste em lhe conduzir para a cama, desequilibra e sorri de sua falta de coordenação matutina.</p>
<p>Ca-carla se mantém em direção à luz, com a certeza de ser a lâmpada do corredor acesa. Cada vez mais perto. Mais perto. Antes de chegar ao objetivo, Ca-carla ainda esbarra na mesinha de cabeceira, &#8220;estranho, poderia jurar que isso não ficava no caminho do corredor&#8221;, e o mundo se torna mais claro. E mais alto.</p>
<p>Seu corpo se dobra suavemente, um balé suave e doido por sobre o meão da janela do quarto. Ca-carla mora no 17º andar de um prédio com 17 andares. Ela queria ficar no primeiro, mas um senhor chamado Concomitas Alazão e sua corcunda chamada Dóris foram enfáticos, e bem imagéticos, ao proclamarem (é impressionante o quanto uma corcunda consegue falar sem ter boca) que precisavam ficar o mais perto do térreo possível.</p>
<p>O mundo acelerou num conciliábulo maluco. Ela não estava entendendo direito como conseguira vencer a barreira da gravidade, que sempre fora bastante intransigente quanto deixar que alguém se desgrudasse do chão. Ca-carla ainda tentava acordar quando uma carga enorme de adrenalina secretada por suas glândulas supra-renais atingiu seu cérebro. Ela acordou e rapidamente atinou a situação. Estava caindo. Caindo de sua janela no 17º andar. Viu o chão se aproximar na velocidade de uma locomotiva realmente tensionada a passar por qualquer coisa que ficasse em seu caminho.</p>
<p>Mas ela tinha apenas 33 anos. Muita coisa para viver, muitas pessoas para conhecer, drogas para se fazer utente, bebidas para beber, fraldas geriátricas para vestir e homens para transar, quem sabe mulheres também. Ela ia morrer e na realidade isso não a alarmou muito.</p>
<p>Pensou no que deixaria para trás. &#8220;Não muita coisa&#8221;, só o Pitaco, o papagaio que só falava, com perfeição boris-casoyca, o horário do mundo. Era um pé-nos-ovários de Ca-carla quando chegava o horário de verão. Pitaco se perdia e começava a reajustar todos os fusos horários mundiais. Demorava 26 horas para ele fazer isso. &#8220;Tadinho do Pitaco, ninguém vai querer um papalógio&#8221;, pensou ternamente.</p>
<p>Ca-carla passou rapidamente pelo apartamento de Dona D&#8217;Angela, uma senhora virago que fazia incríveis pretzels com cobertura de chocolate. Passou pelo apartamento do Plínio, marceneiro e estuprador quando a situação o permitia. Fez uma rápida passada pelo 7º andar, onde Toninho, um estudioso garoto de 8 anos viciado em desenhos animados antigos, lhe deu um &#8220;bom-dia&#8221; expresso e continuou brincando com seus carrinhos.</p>
<p>Ela olhou de novo para o chão, que agora parecia até amistoso. Pensou na vida: tinha sido boa, se divertiu na infância com suas primas em Águas de Lindóia, se divertiu ainda mais com seus primos nos quartos de Águas de Lindóia. No colégio nunca foi nenhuma CDF, acabou trocando garrafas de cerveja por colas nas provas &#8211; seu pai era dono de um promissor boteco na frente da escola de Ca-carla. Na faculdade&#8230; Bem, para ela, a faculdade foi a conta de bar mais cara que ela já havia pagado. E agora isso, a vida. Bem, mais especificamente a morte. Olhando para o chão ela se perguntou pela primeira vez para o que servia a vida. Ca-carla nunca sofreu do banzo que muitas pessoa têm, também nunca foi introspectiva o suficiente para pensar no Sentido, mas agora, próximo do fim, ela até que estava curiosa. Será que alguém ou alguma coisa lhe daria as respostas após a morte? Existia alguma vida após a morte? &#8220;Calma, isso ta errado, morte implica no término da vida, logo, não há vida após a vida&#8221;. Bem, uma questão a menos.</p>
<p>Então algo a iluminou, na realidade iluminou seus pensamentos. Ela entendeu! Entendeu porque as pessoas sofriam, sorriam, choravam, tomavam banho e, acima de tudo, o porque bastante pimenta sempre parecia uma boa idéia e depois se transformava em caretas sobre o vaso sanitário. Ela precisava avisar a todos! Ela sabia o sentid&#8230;</p>
<p><em>Dicionário rápido:</em></p>
<p>-Conciliábulo &#8211; reunião secreta com fins malévolos;<br />
-Banzo &#8211; nostalgia mortal dos negros que eram escravizados e exilados de sua terra natal;<br />
-Arrazoar &#8211; expor ou defender alegando razões 2. censurar;<br />
-Meão &#8211; intermediário, mediano, médio;<br />
-Pugnaz &#8211; dado às pugnas, lutador;<br />
-Regougar &#8211; gritar;<br />
-Sânie &#8211; pus formado em chaga não curada;<br />
-Tergiversar &#8211; procurar rodeios, evasivas;<br />
-Utente &#8211; usuário;<br />
-Virago &#8211; mulher de modos masculinizados.</p>
<p><em>[windows media player: ryan birngham - southside of heaven]</em></p>
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	</item>
		<item>
		<title>Polititica</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/21/polititica/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 19:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não gosto de política. Fato. Mas, pensando bem, rola mais uma separação amigável entre eu e a política: eu fiquei com os filhos e as despesas e de vez em quando ela me manda a pensão. Mas ela também aparece de ressaca na porta da minha casa, jurando que me ama, que vai mudar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=236&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu não gosto de política. Fato. Mas, pensando bem, rola mais uma separação amigável entre eu e a política: eu fiquei com os filhos e as despesas e de vez em quando ela me manda a pensão. Mas ela também aparece de ressaca na porta da minha casa, jurando que me ama, que vai mudar e que vai ajeitar as coisas, reformular.</p>
<p>Às vezes eu caio na besteira de acreditar nela, às vezes eu dou uma de ignorante e bato a porta na cara e paro de atender as ligações. Acontece.</p>
<p>Um amigo (Bruno &#8220;Goofy&#8221; Soraggi) resolveu escrever sobre os podres da Política. Eu diria que isso é um erro em milhões de prismas, não importa o lado. Mas confio nele, sei que ele vai acertar a mão. No último post de seu blog (<a href="http://polititica.wordpress.com/2008/10/21/quem-convence-mais/" target="_blank">Polititica</a>) ele acertou no vídeo:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/21/polititica/"><img src="http://img.youtube.com/vi/0vtHwWReGU0/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Agora torço para ele acertar mais em sua politicografia. Quem sabe eu reato meu relacionamento&#8230;</p>
<p><em>[windows media player: flobots - handlebars]</em></p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/garotosequela.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/garotosequela.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/garotosequela.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/garotosequela.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/garotosequela.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/garotosequela.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/garotosequela.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/garotosequela.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/garotosequela.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/garotosequela.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=236&subd=garotosequela&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Caio Caraio</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://img.youtube.com/vi/0vtHwWReGU0/2.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>O Fim</title>
		<link>http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/20/o-fim/</link>
		<comments>http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/20/o-fim/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 15:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue um texto que escrevi para a aula de contos que faço. O exercício era pegar três livros e retirar frases aleatórias deles e escrever um conto que fizesse sentido com elas. Acho que mandei bem nesse&#8230; Ou liberaram gás do riso para os colegas de aula&#8230; Ou eles estão usando drogas e não estão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=232&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Segue um texto que escrevi para a aula de contos que faço. O exercício era pegar três livros e retirar frases aleatórias deles e escrever um conto que fizesse sentido com elas. Acho que mandei bem nesse&#8230; Ou liberaram gás do riso para os colegas de aula&#8230; Ou eles estão usando drogas e não estão me chamando.</p>
<p>____________________________________________________________________________________________</p>
<p>De acordo com as Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter &#8211; o único guia sobre o futuro <em>inteiramente confiável </em>na Terra &#8211; o mundo vai acabar num sábado.</p>
<p>No próximo sábado, na verdade.</p>
<p>Pouco antes do jantar.</p>
<p>Obviamente que Carl, o último descendente de Agnes &#8211; pelo menos o último relativamente são -, já sabia disso. Ele fez planos para o fim do mundo e considerava ilógico o resto da população mundial não fazer o mesmo. A família Nutter sempre foi extremamente cautelosa quando o assunto era o Fim, por isso criaram um livro de receitas: &#8220;Como preparar o melhor chá das cinco antes do fim do mundo&#8221;. O livro passou de pai para filho &#8211; exceto quando foi perdido durante a Queda da Bastilha (prontamente substituído por uma cópia quase fiel, que só não era completamente fiel, pois trocava os antigos bolinhos-de-chuva por biscoitos amanteigados no acompanhamento. Uma mudança que, de fato, não significava muita coisa. A não ser que você odiasse biscoitos amanteigados).</p>
<p>Outra coisa que Carl considerava ilógico era como as pessoas encaravam o passado, o presente e o futuro. Se o passado é visível e o futuro escondido, diz Carl, isso significa que você está virado para o lado errado. Tudo o que vive atravessa a vida de trás para frente. Uma idéia polêmica, pois além das pessoas não encararem mudanças de pensamento muito bem, nunca foi um papo muito cativante durante o happy-hour da empresa de publicidade na qual Carl trabalhava.</p>
<p>Era quarta-feira e Carl tentava achar uma maneira minimamente inteligível de convidar Alexia, a recepcionista da agência, para lhe fazer companhia no chá antes do Fim. Quando o expediente acabou, Carl e seus colegas decidiram ir a um bar das redondezas e calhou de Alexia comparecer ao evento etílico.</p>
<p>Copos e mais copos mais tarde, Carl estava começando a falar besteiras e sabia disso. A mistura das melhores cervejas de Exuberance, Hall e Woodhouse era algo que impunha respeito, mas um dos seus primeiros efeitos era fazer com que você parasse de respeitar qualquer coisa. No ápice de sua embriaguez, Carl segurou a mão de Alexia, ajoelhou-se- ele não tinha certeza do porque estar fazendo aquilo, simplesmente lhe parecia uma boa idéia na hora &#8211; e quando foi pedir para que a recepcionista o acompanhasse no chá do Fim, apagou.</p>
<p>A maioria das espécies tem uma evolução própria, criando-a conforme prosseguem, como a Natureza planejou. Isso é muito natural, orgânico e em sintonia com os ciclos misteriosos do cosmo, que acredita que não há nada como milhões de anos de tentativa e erro extremamente frustrantes para que a espécie adquira fibra moral e, em alguns casos, coluna vertebral. No caso da raça humana, estudiosos pangalácticos ainda não chegaram a um consenso, mas tendem a afirmar que foi uma péssima idéia o homem ter descido das árvores milhões de anos atrás, outros, mais realistas, acham que o erro começou em quererem subir nas árvores. Carl é um dos poucos humanos que tem certeza de que sua linha genealógica era uma que nem deveria ter sido criada. Mais por uma questão logística do que metafísica.</p>
<p>No dia seguinte, ele acordou em casa com Alexia dormindo ao seu lado. Ela estava vestida e ele nu. Possuía alguns flashbacks da noite passada, que insistiam em se misturar com imagens do Poderoso Chefão III. O pior é que ele nem gostava dessa versão. Ao tentar levantar para se vestir, ela acordou:</p>
<p>- Sabia que, um dos maiores benfeitores de todas as formas de vida foi um homem que não conseguia se concentrar em qualquer trabalho que estivesse fazendo?</p>
<p>- Desculpe, não entendi.</p>
<p>- Por exemplo, o ornitorrinco. Não tem como alguém cuidadoso criar um bicho daqueles.</p>
<p>- Ah, sim.</p>
<p>Carl estava confuso, só queria ir trabalhar &#8211; na realidade ele queria diversas coisas, mas todas as outras estavam temporariamente suspensas devido ao Fim -, ele levantou segurando o lençol, pegou algumas roupas jogadas no chão e correu para o banheiro.</p>
<p>As coisas que <em>realmente</em> mudam o mundo, segundo a teoria do Caos, são as coisas pequenas. Uma borboleta bata as asas na selva amazônica, e subseqüentemente uma tormenta ataca metade da Europa. E a ida de Carl ao banheiro foi uma dessas coisas. Se ele tivesse esquecido da descarga só dessa vez, o conteúdo da privada teria permanecido em sua casa e conseqüentemente não teria provocado o transbordamento do Oceano Pacífico, fazendo com que a órbita da Terra saísse do lugar e se chocasse contra um meteoro que passaria por ali bem na hora. Olhando pelo lado otimista, todos os habitantes do mundo acabariam dando a sua vida para salvar uma lua de Saturno, que agregava um ótimo visual na noite do planeta, sem falar que aumentava a especulação imobiliária da região. Olhando pelo lado da jurisprudência intergaláctica, o sacrifício da Terra seria considerado um clássico anti-crime. De acordo com a Enciclopédia Tuskak de Planetas, no verbete &#8220;Terra&#8221; lê-se: &#8220;praticamente inofensiva, com um povo que era chegado a um sacrificiozinho&#8221;.</p>
<p>Carl acabou conseguindo convencer Alexia de passar o chá do Fim com ele e que, apesar da inevitabilidade, precisavam ir trabalhar. A quinta-feira foi monótona. A sexta veio junto com a chatice de comprar os ingredientes para o chá, as fila na vendinha que ficava na esquina da casa de Carl demonstrava que em algum ponto do inconsciente humano, todos sabiam que o mundo acabaria.</p>
<p>O sábado nasceu como qualquer outro dia que parece perfeito para o mundo acabar. Alexia chegou pouco após as 14h, mas como o fim ainda estava relativamente longe de acontecer, os dois tiveram de conversar sobre o clima, que é o tipo de assunto tão descabido que foi banido da estrela Plestora, com pena de morte àqueles que citassem qualquer coisa sobre o respeito, mesmo que fosse um simples &#8220;parece que vai chover hoje, heim?&#8221;. Carl e Alexia sabiam que o mundo estava acabando, mas aquilo estava monótono demais. Decidiram passar no bar mais próximo para animar um pouco as coisas antes do chá do Fim.</p>
<p>Coisas peculiares começaram a acontecer, como o rabino local correndo em círculos atrás de um candelabro animado. O frentista tentava domar as mangueiras de gasolina e as de álcool que insistiam em discutir o valor do barril de petróleo. Então o casal viu, descendo a rua estreita vinham quatro motocicletas. Elas dispararam na direção deles, perturbando um pavão que atravessou apressado a pista num arco nervoso de vermelho e verde. Ao pararem as motos, Carl notou o brasão na jaquetas dos cavalheiros (&#8221;Hell&#8217;s Angels&#8221;) e ficou arrepiado.</p>
<p>O SENHOR SABERIA NOS INFORMAR A DIREÇÃO DO APOCALIPSE MAIS PRÓXIMO? &#8211; perguntou o único dos motoqueiros que não tirou o capacete ao parar, sua voz parecia estar estranhamente em todos os lugares ao mesmo tempo.</p>
<p>- Hm, eu não entendo muito sobre esse tipo de coisa, senhor, mas o Apocalipse não é algo geral? Parecido com a adolescência? Que você não sabe onde começa, mas tem certeza onde acaba? &#8211; falou Carl.</p>
<p>SIMPLÓRIO HUMANO, POR ISSO QUE ODEIO PARAR PARA PEDIR INFORMAÇÕES. &#8211; com isso os quatro se foram, em direção contrária a do casal.</p>
<p>Carl e Alexia acabaram por desistir do bar quando assistiram o dono do recinto lutando contra sua geladeira que tentava o comer. Voltaram para casa e decidiram começar os preparativos para o chá.</p>
<p>Por volta das 17h30 o mundo começou a acabar, a gravidade do cometa começou a tirar todos do chão e por mais que Carl já estivesse ciente do fato, a situação não deixou de impressioná-lo um pouco. E foi assim, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, o mundo acabou. Não sem antes o chá quente queimar a língua de Alexia que soltou um rápido &#8220;que merda&#8221;. A expressão acabou sendo conhecida como a última frase importante dita por um terráqueo e por isso, o que resumia toda a vida do planeta.</p>
<p><em>Nota do Autor: Para ser um anti-crime, o ato deve constituir afronta e/ou humilhação à vítima, tal qual invadir e redecorar, oferecer com constrangimento (como geralmente ocorre quando as pessoas recebem aposentadoria) e deschantagem (quando se ameaça revelar para os inimigos de um mafioso que ele faz doações secretas a instituições de caridade, por exemplo). O anti-crime é uma idéia que não chegou exatamente a vingar.</em></p>
<p><em>[windows media player: girl talk - play your part]</em></p>
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		<title>De efeito</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Oct 2008 14:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teorias]]></category>
		<category><![CDATA[frases de efeito]]></category>

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		<description><![CDATA[Inauguro hoje uma nova sessão: &#8220;Frases Impactantes, por Caio, O Teixeira&#8221;.
Comecemos com as clássicas:
Religião
-&#8221;Jesus foi o primeiro emo.&#8221;
-&#8221;Se bem que, se pensarmos bem, ele foi mó anarco-punk. Queria destruir o sistema&#8221;
-&#8221;Ou melhor, certeza que Jesus era USPiano&#8230; Filosofia na USP&#8221;
-&#8221;Na real, Jesus foi pregado na Praça do Relógio&#8221;
-&#8221;Religião é, na verdade, uma briga para ver [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=230&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Inauguro hoje uma nova sessão: &#8220;Frases Impactantes, por Caio, O Teixeira&#8221;.</p>
<p>Comecemos com as clássicas:</p>
<p>Religião</p>
<p>-&#8221;Jesus foi o primeiro emo.&#8221;<br />
-&#8221;Se bem que, se pensarmos bem, ele foi mó anarco-punk. Queria destruir o sistema&#8221;<br />
-&#8221;Ou melhor, certeza que Jesus era USPiano&#8230; Filosofia na USP&#8221;<br />
-&#8221;Na real, Jesus foi pregado na Praça do Relógio&#8221;<br />
-&#8221;Religião é, na verdade, uma briga para ver quem tem o amigo imaginário mais legal&#8221;</p>
<p>Estudos</p>
<p>-&#8221;No final, faculdade foi a conta de bar mais cara que eu já paguei&#8221;</p>
<p>Filosofia</p>
<p>-&#8221;Tempo é o contador de histórias mais disléxico que existe&#8221;</p>
<p>Amizade</p>
<p>-&#8221;Oi, comi sua mãe ontem e gostei, tudo bom com você?&#8221;</p>
<p>E isso não tem fim!</p>
<p><em>[windows media player: creedence clearwater revival - i heard it through the grapevine]</em></p>
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		<title>Vício</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 17:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Caio Caraio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teorias]]></category>

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		<description><![CDATA[Você vai esbarrando com coisas, pessoas e artes durante a vida. No meu caso, que possuo um &#8220;hipereguismo&#8221; e descrença generalizada, são poucos que de fato marcam. Acontece.
Móveis Coloniais de Acajú é uma dessas coisas&#8230;

E sim, não há inspiração pra porra nenhuma. Só espero conseguir escrever o conto dessa semana&#8230;
P.s: depois de velho eu tô [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=garotosequela.wordpress.com&blog=4519784&post=225&subd=garotosequela&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Você vai esbarrando com coisas, pessoas e artes durante a vida. No meu caso, que possuo um &#8220;hipereguismo&#8221; e descrença generalizada, são poucos que de fato marcam. Acontece.</p>
<p>Móveis Coloniais de Acajú é uma dessas coisas&#8230;</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://garotosequela.wordpress.com/2008/10/07/vicio/"><img src="http://img.youtube.com/vi/ofdla57dPRs/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>E sim, não há inspiração pra porra nenhuma. Só espero conseguir escrever o conto dessa semana&#8230;</p>
<p>P.s: depois de velho eu tô virando USPiano&#8230; quem te viu e quem te vê, Caio, Caraio.</p>
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