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Ego

Meu senso de “ser algo especial” e o meu ego absolutamente enorme tendem a turvar minha visão.

Mas, ainda prefiro isso a me sentir parte de um grupo medíocre, politicamente correto, adjetivamente contido, irreversivelmente amansado, hipocritamente sorridente, imbecilmente necessitado.

Não há dúvida de que, nesse caminho, perderei (já perdi) grande parte dos meus amigos. Algo mudou na minha maneira de pensar, em algum momento meu cérebro sofreu uma mudança drástica e desde então eu não consigo não sentir nojo da normalidade.

Eu absolutamente odeio qualquer tipo de mediocridade.

E se você discorda do meu ponto de vista, infelizmente acaba de assinar o seu contrato vitalício de babaca socialmente aceitável.

Parabéns.

Conte

Por tudo que não foi e poderia ter sido.

Por tudo que foi e poderia ter perecido.

Respire e conte até 10.












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Uninove é sempre dez.

Propaganda fela da pota.

Para 2009

Caro senhor 2009, não tenho o costume de escrever para os respectivos anos que estão para nascer, logo, sinta-se lisonjeado. Entenda, não é algo intrínseco à minha pessoa fazer planos para futuros ciclos de tempo, mas à vista dos acontecimentos de 2008, sinto-me tentado a lhe dar estas palavras, para que um dia olhe para trás e lembre. Lembre.

O ano de 1986 já segue bem encaminhado na vida, está para completar seus 23 anos, com um trabalho de que gosta. 1995 segue feliz com uma irmã de 13 anos, e contra as conformidades de nossa sociedade a ama sinceramente e tenta não ser só o “mais velho”. O 2004 se formou a pouco tempo, está certo que nunca tem certeza se fez o correto, mas ele se encontrará. Já, citando o ancião ano 0, deles só podemos concluir que sua paciência é infinita, criando cada predecessor de maneira obstinada.

Veja, teus irmãos mais velhos seguem bem. A maioria deles fez de tudo para ser o melhor no que fazia, que era passar. Eles passaram e o fizeram com a paciência e a irrevogabilidade necessária. Eles foram anos exemplares. Não cito os outros por motivos logísticos.

De vosso tempo, 2009, desejo a tranqüilidade que faltou em teus semelhantes, não que tenha sido ruim, mas entenda, este que vos escreve gostaria muito de chegar ao acontecimento de seu segundo semestre mais preparado. Não que deva correr mais devagar, mesmo porque não o fará, mas que cada hora sua proporcione um vislumbre de que a vida segue seu rumo inexorável, pouco se importando com despedidas. E isso é natural. E isso é inegável. E isso é necessário.

Querido 2009, que sua passagem seja única, assim como cada um que o precedeu o fez. Que de tua existência faça com que seus próximos continuem assim, anuais. Ah, sim, por favor, 2009, tente repetir menos erros de seus antigos. Sei do eterno cíclico temporal, mas alguns desvios poderiam o levar para caminhos, pelo menos, de pouca utilização. Novos desafios.

Um brinde, 2009, para que tua passagem seja digna de um ano ímpar, que antecede o final de uma década.

E para este que lhe escreve: boa sorte e não se esqueça que teus outros anos sempre acumularão em tua vivência. Não esqueça-se deles, tampouco os deixe nublar a visão dos próximos. Que 2009 me dê a paciência e a compreensão de que certas distâncias são necessárias, algumas dores inevitáveis e certos momentos eternos.

Que seja feliz, 2009.

[itunes da irmã: jose gonzalez – crosses]

Das mortes

Sempre que vou para a casa de minha mãe e irmã em Guararapes, espalho aos quatro ventos que é simplesmente sensacional poder visitá-las, algo que só faço a cada 6 meses. Além da companhia de ambas, minha mãe tem uma ótima mania de encher a geladeira de cerveja e rum para me receber. É incrível simplesmente abrir a geladeira, pegar uma Brahma (ela gosta, mas eu prefiro Skol…) e beber enquanto assisto alguma coisa na TV. Sem correria, apenas a geladeira e eu.

Minha tia, irmã de minha mãe, foi diagnosticada com câncer de intestino há três meses. Em nenhum ínfimo momento desde que a palavra “câncer” foi inserida em minhas conversas com minha mãe a tia mostrou melhoras. “Ladeira abaixo”, citando minha mãe.

Sabe, nunca fui um exemplo familiar. Evitava com esforço hercúleo qualquer reunião familiar, relapso é um adjetivo fraco, eu sou um verdadeiro não-parente . Não é birra, é apenas minha natureza de não querer estar por perto da família que fica além dos laços de pai, mãe e irmã.

Essa tia sempre foi a mais efusiva com os sobrinhos. Ao nos ver sempre arreganhava um sorriso enorme e abraçava forte, tempo para transformar tudo em climão. Pedia beijos demais. Ela nunca casou e nem teve filhos, talvez seja a explicação para o comportamento. Talvez não.

De três meses para cá tudo mudou. Ela emagreceu vertiginosamente, seu humor murchou, seu corpo foi engolido pelo universo. Definhou.

Tenho de admitir que em nenhum momento, nem ao menos meio segundo de lapso de compaixão transpareceu em minha mente. Tudo que se passava e tudo que sentia era pela dor de minha mãe. Sua irmã morria, ninguém podia fazer nada por isso. A entendia, sentia sua dor, mas a dor de minha tia, de perdê-la, nunca passou por perto. Escutava cada reclamação e afagava cada lágrima de minha mãe com a mais pura austeridade canônica. A tia era minha, a vida não, tampouco a morte. Muito menos a morte.

Três meses. Tento imaginar como deve ter sido para minha tia ver sua vida esvair, ser sugada de seus ossos sem poder lutar por ela, sem ter o menor direito de reclamar para alguém. Faço esse exercício criativo na tentativa de extrair qualquer sentimento que não indiferença. Gostaria de chorar pelo menos em um enterro de alguém de minha família. Não sou durão, nem me faço de “o macho-alfa”, simplesmente não entra em minha cabeça ter de chorar a morte de alguém só por nossa casual ligação sanguínea.

Ontem, às 20h eu entrei no quarto da terceira internação de minha tia. Eu não a via há um mês e pouco. Só atinei que era ela pois era a única no quarto e minha mãe e irmã estavam a sua volta. Se eu a tivesse visto na rua com aquela aparência, teria passado batido, sem nem mesmo cogitar conhecer.

– Oi, tia. Como está? – Ah, as cortesias do bom-costume social…
– Tudo bem, meu filho. E você?
– Tudo sim. – sorri o melhor que pude. Como sempre fiz.
– Nossa, Cida. Ele engordou. Prefiro assim – disse baixinho para minha mãe.

Sorri e abanei a cabeça. Eu não reconhecia aquele corpo. Sequer me incomodava. Entretanto, era estranho ver a morte acontecendo, bem diante de mim. Já vi mortos antes, já vi pessoas morrendo instantaneamente com tiros, síncopes. Mas nunca havia presenciado a morte tricotando, desfiando a vida de alguém com tanta paciência fatal. Vai acontecer, estava nos olhos de minha tia.

Minha mãe sabe, minha irmã sabe, mas os outros quatro irmãos de minha tia e os sobrinhos insistem em esperança, em luta. Bobagem. Ela já sabe do seu fim, a Morte e sua gadanha descansam tranquilamente na cama ao lado, esperam pacientemente e sorriem para as lágrimas inconformadas dos outros. As lágrimas de minha mãe são pela irmã que não terá mais ao seu lado, que a viu crescer que a ajudou em tantos momentos difíceis, as de minha mãe são pela ausência presente e não pela impotência que os outros reclamam. Compartilho da dor de minha mãe, não imagino o que deva ser assistir minha irmã sendo colocada de lado lentamente.

Minha tia, antes de eu ir embora, segurou minha mão e falou que estava feliz que eu passaria o Natal ao seu lado. Eu falei um “tudo bem” sorrindo. O último Natal, disseram seus olhos baços. Ela não olhava para mim, olhava através de mim. Para o passado? Para algum outro lugar? Nem me incomodei de perguntar, isso é dela e não meu. Soltei seus dedos fracos e alheios. Fui para fora do hospital, ascendi um cigarro e olhei para o céu límpido que só o interior de São Paulo tem.

Nenhuma estrela chorou por minha tia, seria bobagem. Não fiz pedidos, não rezei e nem torci por sua melhora ou morte digna. Todas as mortes são iguais. O especialista em guerras do Estadão uma vez me contou, durante uma entrevista: “sabe o que aprendi com todos os meus anos de batalhas? Não importa quantos tiros, quantos amigos, quantos familiares ou para qual lado uma pessoa lute. No final todos morremos sozinhos”. E completamente iguais, não há dignidade, não me ocorre um “além”, apenas um fim. Esse é o fim de minha tia.

Esse ano minha mãe não encheu a geladeira de cerveja e nem de rum.

[itunes da minha irmã: lifehouse – undone]

Cherry People

Éééé minha gente! Como se não bastasse todo o trampo que eu tenho… hm… Não é taaaanto assim, mas é alguma coisa. De qualquer forma, de agora em diante vocês também poderão ler um Caio “um tiquinho” mais sério cuidando do blog da agência de publicidade Cherry Plus, entre outros projetos que me mandarem fazer.

E o Arena News? Acho que vai bem!

Bom, do mais, confiram o blog da Cherry!

[windows media player: death from above 1979 – you’re a woman, i’m a machine]

Abraço

Amigos. Tai um gênero difícil de definir. São pessoas que amamos, os fazemos nossa família, não obstantes nossos amantes algumas vezes. Mas eles estão ali. Sempre.

Eu não tenho medo de brigar com meus amigos. Brigas simplesmente acontecem. Não tenho medo de magoar amigos, ou de que eles me magoem, são amigos e humanos, isso simplesmente acontece. Agora eu realmente tenho medo de esquecê-los. Ou que eles me esqueçam.

O principal acontece com amigos que fiz em Atibaia. Foram pessoas extremamente importantes. A maioria deles eu levarei para a vida inteira. Mas há uma em especial: Eve, o Vi.

A Vi foi engraçado de conhecer, amiga de amiga. Ainda era época de ICQ. Passávamos horas conversando. Qualquer babaquice, ou assunto sério. Demoramos um certo tempo para realmente sairmos juntos. E na realidade nem foi uma saída propriamente dita. Ela ia correr e falou para eu encontrá-la no caminho.

Engraçado como Atibaia, pequena do jeito que é, não me mostrou a Vi anos antes. A enxerguei de longe, correndo subindo a Avenida Santana. Ela foi ficando cada vez mais nítida e quando chegou perto o suficiente, ela não parou, simplesmente correu na minha direção e me abraçou. Forte. Apertado. E sincero.

Fiquei meio confuso. Ta certo, conversamos muito pelo ICQ antes, mas eu nunca tinha a encontrado pessoalmente e ainda assim foi o melhor abraço. Toda vez que esbarro com ela no MSN, sou obrigado a lembrar disso.

Semanas depois conheci a casa dela e a maravilhosa torta de morango da mãe dela. Engraçado era que pessoalmente nós não conversávamos tanto, mas era bom. Ela até me deu carona para casa um dia. Eu achava demais.

Um dia ela chegou em casa. Estava acontecendo alguma festa ou reunião de galera na minha casa, não lembro direito. Abri a porta e tomei um susto. A Vi nunca ia nas festas que eu a chamava. Ela tava lá, com um sorrisão, o sorriso dela. Acho que a Brunella tava junto né, Vi?

“Então, preciso te dar uma coisa”, ela falou. Foi estranho. Eu dei uma risada e senti um frio na barriga. Ela voltou até o carro é pegou dois livros e um hipopótamo de pelúcia (o Newton). Os livros eram: “Assassinato no Expresso do Oriente”, da Agatha Christie e “Histórias Extraordinárias”, de Edgar Allan Poe, ambos capas duras e o do Poe era uma versão mais antiga. Lindos. Eu não sabia o que falar.

“Você sempre me falou deles, acho que você tem que ficar com eles”, como assim? Eu não tava entendendo. “Estou indo pro Canadá com a minha mãe no mês que vem, não sei se volto”. Ela não ia voltar, não sei, eu simplesmente sabia que não ia ser algo passageiro. Eu corri de volta pra dentro de casa, peguei um livro do Neruda e uma caneta estranha com umas penugens em volta. Ela deu o sorrisão de novo e abraçou o abraço dela.

Semanas depois eu e mais outros amigos dela combinamos uma despedida. Eu tava meio de bicão, afinal, eu era amigo dela e não dos outros, mas fui assim mesmo. Fomos para um bar na Estância. Eu era um duro e não tinha dinheiro nem para uma água. Fiquei sentado no meio da mesa enquanto as pessoas conversavam animadamente sobre assuntos que eu não fazia a menor idéia.

Uma determinada hora a vi levantando da mesa e indo para um outro canto com um rapaz. Era O Rapaz, que ela sempre me falava e eu nunca registrei o nome direito. Minutos depois ela começou a chorar convulsivamente. Eu queria ir até lá, mas aquela multidão por perto me intimidou. Tenho raiva de eu não ter ido e acho que nunca te contei isso, Vi. Mas nos meus 15, ou 16 ou 17 anos, eu tinha medo das pessoas. Desculpe.

Um tempo depois, mais lágrimas e eu decidi ir embora. Ela tinha parado de chorar um pouco, fui perto dei um beijo na bochecha esquerda dela e a abracei, tentei fazer o mesmo jeito que ela, mas acho que a tentativa foi medíocre. Dei um “tchau, vou te visitar” virei as costas e voltei o mais rápido possível para casa. Eu achei que ia chorar, mas, para variar, eu não consegui. Hoje eu sei que deveria ter ficado mais, abraçado mais e conversado mais, especialmente naquele dia.

Dias se passaram e me chamaram para levá-la para o aeroporto. Eu queria ir, falei que iria, mas não fui. Não sei por quê. Medo, sei lá. Acho que medo sim, eu morria de medo da Vi esquecer-se de mim, então preferi deixar pra lá.

Hoje em dia raramente a distância faz com que as pessoas se afastem ao ponto do desconhecido. Continuamos conversando por MSN, até chegamos a trocar algumas cartas, uma coisa mais romântica sabe? Guardei as fotos e a folha símbolo do Canadá, junto com o livro “That’s How You Play the Game” (demorei meses para acabar de lê-lo, confesso, meu inglês estava ainda mais capenga do que é hoje).

Logo nos meses após sua ida, de repente, todas as pessoas populares de Atibaia conversavam com a Vi. Mandavam cartões e algumas até chegaram a visitá-la. Foi aí que eu tive certeza que ela esqueceria de mim. As cartas foram parando (minha culpa), depois os telefonemas e então as conversas pelo MSN se tornaram raras. Ela tinha uma outra vida. Tudo bem, eu também tinha. Mas o que dói de verdade foi sempre ter prometido visitá-la, mas nunca consegui. Acho que é mais minha culpa do que da vida mesmo. Não sei.

Mas sabe o mais engraçado? Enquanto ela tem toda uma vida canadense, seus problemas, todos os outros amigos, admiradores de suas fotos (de fato, lindas), ela ainda…

Ela ainda…

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Lembra…

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De mim…

vii

… e dessa caneta amarela (o Eistein).

Eu devia ter fala “te amo” para ela mais vezes quando nos vimos.

[windows media player: sondre lerche – you know so well]

Quântico

Mais um para a aula de contos. Dessa vez eu não podia usar:

– que
– não
– é
– se
– por
– nenhuma flexão do verbo “estar”

Ou seja, odiei escrever isso… ¬¬

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Quântico

Após diversas e enfadonhas experiências, físicos e cientistas em geral chegaram a uma conclusão curiosa: na realidade nada encosta em nada, todas as sensações de tato são semi-ilusórias, os objetos simplesmente não conseguem atingir um ao outro de fato. Isso acontece, pois no nível quântico, as cargas opostas dos elétrons de cada átomo dos diferentes objetos tendem a colidir e criarem uma distância entre si. Nós ignoramos essa distância. Entretanto, os mesmo cientistas e físicos, após mais pesquisas, chegaram a mais outra conclusão ainda mais perturbadora: caso dependêssemos apenas desses movimentos dos elétrons as coisas simplesmente transpassariam tudo, ou seja, nunca invejaríamos os fantasmas e seu dom de atravessar paredes.

Após mais algumas experiências, maçãs caídas e noites mal-dormidas, os netos dos físicos e cientistas descobriram o campo magnético, o estraga prazeres dos voyeurs, como sendo a única barreira “impedidora” na qual tudo ricocheteia.

Muitos falam sobre os terrores e horrores da guerra, ainda mais das Guerras Mundiais, mesmo porque elas foram mundiais, ou seja, um bocado de pessoas participou dos combates. A 2ª Guerra foi ainda mais divulgada, devemos muito disso a um moço enfezado, com bigode escovinha, cabelos emplastrados e uma fixação com pessoas louras de olhos azuis. De qualquer forma, pouco foi falado sobre os breves momentos de descontração nas trincheiras. Existiam poucos momentos desse tipo, de verdade, mas ignorá-los seria injusto.

Fritz era um solitário em meio às trincheiras. Na realidade, Fritz era amigo de diversos soldados de seu esquadrão, mas ainda assim era solitário. Sua família morreu no bombardeio de Dresden. Na ocasião ele estava em Stalingrado, tentando desviar de balas e fazendo de tudo para ser desnecessário disparar contra o inimigo. Matar nunca foi da natureza de Fritz e após dois anos de guerra ele tinha ficado muito bom nisso. Chegou a receber uma menção honrosa graças a serviços desprestados ao Terceiro Reich. Uma condecoração muito mal vista entre seus superiores.

Era 31 de dezembro de 1943, véspera de Ano Novo e Fritz achava um ótimo dia para um pouco de descontração. Há duas semanas ele estava entrincheirado com seu esquadrão num descampado na França, há uma semana nenhuma bala era disparada pelo inimigo. A maioria dos colegas de infantaria acreditava na debandada dos opositores, mas tinham recebido ordens. No final, era melhor o tédio à morte.

Às 23h55 Fritz teve a idéia de cantar, tudo sempre começa com uma música. Murmurou um pouco do hino Horst-Wessel-Lied, pois parecia o mais sensato para a situação, mas com poucos adeptos, o soldado parou. Às 23h59 alguém conseguiu um gramofone e começou a tocar Basin Street Blues, de Louis Armstrong. Em instantes todo o batalhão estava assobiando ou batucando a música. Num ímpeto de animação, Fritz levantou da trincheira, puxou um colega junto de si e começou a dançar. Os colegas sorriam e batucavam cada vez mais alto.

O universo pode ser considerado um lugar engraçado para viver. Entretanto, muitas de suas piadas são entendias com um atraso terrível, o restante simplesmente passa despercebida. Os inimigos de Fritz também faziam sua folia do outro lado do campo de batalha, mas eles escolheram um repertório mais animado, um comandante tocava polka a plenos pulmões com seu trompete. No afã de um ré maior, um sargento começou a disparar sua pistola Luger para todos os lados, comemorando a música e a virada de ano.

Caso o campo magnético fosse apenas teórico, a bala do Luger do sargento animado teria transpassado tranquilamente o baço de Fritz sem causar qualquer dano à sua saúde, e o alemão teria continuado com seu balé enlameado, animando seus colegas. Infelizmente, neste caso, o campo magnético existe.

[windows media player: kings of leon – crawl]